Erguínme disposta a cambiar todo. A mover todos os meus peóns nunha xogada suicida.
A escribirche.
O cursor aínda palpuxa na pantalla en branco.
Míroo, bloqueada. Aterrorizada.
Sempre me quedo sen nada razoable que dicir(che).
Terrible certeza, cando desfarás este nó do meu peito?
Comentários
Quando foi que se confundiram meus mundos e seus tempos?
Disse ele: Guardas ainda a memória do que não aconteceu?
Ou só lendo as tuas linhas lembras o que deixas-te de ser?
Disse ela: Reconheces-me ainda? Achas-te os retalhos que
bordamos juntos no dia após do amanhã? És realmente tu?
Disse ele: Não foste tu quem me apresentou ante o espelho?
Não sou eu quem palpita também sumido no fundo do ecrã?
(E intertextualizando RCC)
Es tí tamén.
Nesa intersección indefinida.